Motivação em Tempos de Crise

Motivando a Equipe em Tempos de Crise

Pessoas motivadas são mais produtivas. Apesar de saberem disso, muitos gerentes não investem o tempo necessário para criar um ambiente saudável de colaboração, inspirando e motivando a equipe e seus membros. Seja por falta de conhecimento ou por falta de prioridade, a falta de motivação traz resultados são desastrosos para a organização.

Neste artigo, apresentamos teorias da motivação para orientar o comportamento do líder ou gerente. Ao final, incluímos um resumo de como aplicar a abordagem de liderança situacional no seu dia-a-dia.

Teorias da Motivação

As duas teorias mais conhecidas são a hierarquia das necessidades de Maslow e a teoria da higiene de Herzberg, resumidas na Figura 1.

Teoria de Maslow vs Teoria de Herzberg TRENTIM

Figura 1 – Teoria de Maslow vs Teoria de Herzberg (TRENTIM, 2014)

Douglas McGregor (1960) desenvolveu a Teoria XY, representando duas vertentes opostas da administração. A primeira, chamada Teoria X, baseia-se no pensamento tradicional-clássico da administração e considera que as pessoas são preguiçosas e indolentes, devendo ser dirigidas e supervisionadas continuamente. Em contrapartida, a Teoria Y defende que as pessoas são esforçadas, procuram e assumem responsabilidades. Segundo esse pensamento, as pessoas são competentes, automotivadas e têm capacidade de trabalhar em equipes autodirigidas.

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Pressuposições da Teoria X

Pressuposições da Teoria Y

As pessoas são preguiçosas e indolentes.

As pessoas evitam o trabalho.

As pessoas evitam a responsabilidade, a fim de se sentirem mais seguras.

As pessoas precisam ser controladas e dirigidas.

As pessoas são ingênuas e sem iniciativa

As pessoas são esforçadas e gostam de ter o que fazer.

O trabalho é uma atividade tão natural como brincar ou descansar.

As pessoas procuram e aceitam responsabilidades e desafios.

As pessoas podem ser automotivas e autodirigidas.

As pessoas são criativas e competentes.

Segundo Vroom (1964), as pessoas se transformam ou passam a se comportar da maneira que se espera delas. Ou seja, o chefe que trata seus subordinados como incapazes e irresponsáveis tende a moldar esses comportamentos neles. Por outro lado, aquele que procura desenvolver seus subordinados e que acredita na capacidade deles acaba por criar esse comportamento desejado.

Neste sentido, os conceitos modernos da Liderança Situacional têm como objetivo aumentar a maturidade e a motivação dos indivíduos e das equipes. Mas como fazer isso na prática do dia-a-dia?

Liderança Situacional

O Conceito de Liderança Situacional, desenvolvido Hersey e Blanchard, sugere e direciona o comportamento do líder em relação aos subordinados, oferecendo estilos de liderança mais eficazes de acordo com o nível de maturidade dos subordinados.

Maturidade é a capacidade e a disposição de assumir a responsabilidade e dirigir seu próprio comportamento. O líder deve diagnosticar as necessidades dos subordinados e adotar estratégias apropriadas para gerenciá-la.

A liderança situacional está baseada nas seguintes variáveis:

  • quantidade de orientação e direção (comportamento de tarefa) que o líder oferece;
  • quantidade de apoio emocional (comportamento de relacionamento) dado pelo líder;
  • nível de prontidão (maturidade) dos subordinados no desempenho de uma tarefa, função ou objetivo específico.

O quadro a seguir resume a atuação do líder em relação aos diferentes níveis de maturidade.

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Nível de Maturidade

Atuação

Baixa: pessoas sem capacidade ou disposição. Inseguras. Determinar: o que, como, onde e quando fazer. Modelo autoritário de liderança.
Baixa Moderação: pessoa sem capacidade, mas com confiança e disposição. Persuadir: apoiador, explica como desenvolver e executar as tarefas. Dialoga, para orientar e auxiliar o colaborador. Essa liderança é uma transição do Modelo autoritário para o democrático.
Alta Moderação: pessoa com capacidade, mas sem disposição ou é insegura, Compartilhar: apoiador, o líder ouve, encoraja, valoriza a equipe e compartilha a autoridade para gerar segurança à equipe. Modelo democrático de liderança.
Alta: pessoas capazes e dispostas. Delegar: permite autonomia à equipe em seu modo de agir. O líder fica à disposição para quando for solicitado e apenas observa, monitora e acompanha os resultados.

 lideranca situacional trentim.com.br_

Figura 2 – Liderança Situacional

Quer saber mais sobre motivação e produtividade? Aqui estão algumas referências:

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